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quinta-feira, 11 de agosto de 2011

SER FELIZ!!!!


Olá, pessoas!!!

    Passo rapidinho (de novo) para deixar um poema de Fernando Pessoa. Sou suspeita para falar, mas acho lindo!!!! E vale como reflexão para a vida!!

"Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar um autor da própria história. É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma....É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida...." (Fernando Pessoa)



Sim! Não esqueci de Luiz Queiroga, não. Meus alunos e eu estamos ouvindo vários "causos" de Coronel Ludugero. Depois posto com mais detalhes.

Beijos

Amanda
 


segunda-feira, 13 de junho de 2011

ANIVERSÁRIO DE NASCIMENTO DE FERNANDO PESSOA

Olá, pessoas!!!!

Em 13 de junho de 1888, em Lisboa, nascia Fernando Pessoa, um dos maiores poetas portugueses de todos os tempos. Se estivesse vivo, Pessoa completaria 123 anos, mas infelizmente ele faleceu com apenas 47 anos de idade, porém nos deixou um legado literário incrível. Só em falar em seus heterônimos, já se vê a imensa qualidade  da sua literatura. 
Para comemorarmos esta data, trago prmeiro um poema dele muitíssimo conhecido, no qual ele reflete sobre a não necessidade do poeta sentir exatamente  a mesma coisa sobre a qual escreve. Daí vem o célebre verso "o poeta é um fingidor". Segue o poema.



Autopsicografia
                                   
O poeta é um fingidor.
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.

E os que lêem o que escreve,
Na dor lida sentem bem,
Não as duas que ele teve,
Mas só a que eles não têm.

E assim nas calhas de roda
Gira, a entreter a razão,
Esse comboio de corda
Que se chama coração.


    Agora, já que é aniversário de Pessoa, trago um poema escrito por um de seus heterônimos, Álvaro de Campos, sobre a data do seu aniversário. O  poema é longo, porém belíssimo. Vale a leitura!!!

 Aí vai...

Aniversário     Fernando Pessoa (Álvaro de Campos)


No TEMPO em que festejavam o dia dos meus anos,
Eu era feliz e ninguém estava morto.
Na casa antiga, até eu fazer anos era uma tradição de há séculos,
E a alegria de todos, e a minha, estava certa com uma religião qualquer.

No TEMPO em que festejavam o dia dos meus anos,
Eu tinha a grande saúde de não perceber coisa nenhuma,
De ser inteligente para entre a família,
E de não ter as esperanças que os outros tinham por mim.
Quando vim a ter esperanças, já não sabia ter esperanças.
Quando vim a olhar para a vida, perdera o sentido da vida.

Sim, o que fui de suposto a mim-mesmo,
O que fui de coração e parentesco.
O que fui de serões de meia-província,
O que fui de amarem-me e eu ser menino,
O que fui — ai, meu Deus!, o que só hoje sei que fui...
A que distância!...
(Nem o acho...)
O tempo em que festejavam o dia dos meus anos!

O que eu sou hoje é como a umidade no corredor do fim da casa,
Pondo grelado nas paredes...
O que eu sou hoje (e a casa dos que me amaram treme através das minhas
lágrimas),
O que eu sou hoje é terem vendido a casa,
É terem morrido todos,
É estar eu sobrevivente a mim-mesmo como um fósforo frio...

No tempo em que festejavam o dia dos meus anos...
Que meu amor, como uma pessoa, esse tempo!
Desejo físico da alma de se encontrar ali outra vez,
Por uma viagem metafísica e carnal,
Com uma dualidade de eu para mim...
Comer o passado como pão de fome, sem tempo de manteiga nos dentes!

Vejo tudo outra vez com uma nitidez que me cega para o que há aqui...
A mesa posta com mais lugares, com melhores desenhos na loiça, com mais       copos,
O aparador com muitas coisas — doces, frutas o resto na sombra debaixo do alçado —,
As tias velhas, os primos diferentes, e tudo era por minha causa,
No tempo em que festejavam o dia dos meus anos...

Pára, meu coração!
Não penses! Deixa o pensar na cabeça!
Ó meu Deus, meu Deus, meu Deus!
Hoje já não faço anos.
Duro.
Somam-se-me dias.
Serei velho quando o for.
Mais nada.
Raiva de não ter trazido o passado roubado na algibeira!...

O tempo em que festejavam o dia dos meus anos!...



      Trago outro poema, agora sobre o amor. Ah, o amor... rsrsrsrsrsrs



E aí? Gostaram dos poemas? Me contem!!!
Beijos 
Amanda

domingo, 12 de junho de 2011

DIA DOS NAMORADOS

 Olá, pessoas!!!!!

  Feliz dia dos namorados para todos e , em especial, para o meu eterno namorado, meu marido, Alexandre. Para comemorarmos esta data festiva, trago um poema de Álvaro de Campos,  um dos heterônimos de Fernando Pessoa. Acho este poema interessantíssimo, principalmente os versos que destaquei em negrito. Vamos a ele?

 
TODAS AS CARTAS DE AMOR SÃO RIDÍCULAS

Todas as cartas de amor são
Ridículas.
Não seriam cartas de amor se não fossem
Ridículas.
Também escrevi em meu tempo cartas de amor,
Como as outras,
Ridículas.
As cartas de amor, se há amor,
Têm de ser
Ridículas.
Mas, afinal,
Só as criaturas que nunca escreveram
Cartas de amor
É que são
Ridículas.
Quem me dera no tempo em que escrevia
Sem dar por isso
Cartas de amor
Ridículas.
A verdade é que hoje
As minhas memórias
Dessas cartas de amor
É que são
Ridículas.
(Todas as palavras esdrúxulas,
Como os sentimentos esdrúxulos,
São naturalmente
Ridículas.)
Álvaro de Campos, 21-10-1935 (heterônimo de Fernando Pessoa)

E aí? Vocês gostaram do poema como eu ou não?
Beijos
Amanda