terça-feira, 29 de março de 2011

LUZILÁ GONÇALVES FERREIRA RECEBE TÍTULO DE IMORTAL, HOJE, NA APL


Olá, pessoas!!!!

    Lendo o jornal (Folha de Pernambuco) hoje pela manhã, fiquei extremamente feliz com a notícia da posse de Luzilá na APL (Academia Pernambucana de Letras). Luzilá é uma escritora primorosa, uma professora incrível, suas aulas eram apaixonantes e uma pessoa maravilhosa. Ela foi minha orientadora na especialização e vocês não têm ideia do quanto aprendi com ela!!!!      
     Por isso tudo, compartilho com vocês a notícia saída na Folha de Pernambuco. Parabéns, Luzilá querida!!!!! Você merece muito mais!!!!


Luzilá Gonçalves recebe título de imortal
Por Márcio Bastos

    Juntando-se a importantes nomes da literatura pernambucana, como João Cabral de Melo Neto, Gilberto Freyre e Raimundo Carreiro, Luzilá Gonçalves recebe nesta terça-feira o título de "imortal" da Academia Pernambucana de Letras (APL). A solenidade na qual assume a cadeira n 38 tem início às 20h, no Auditório de APL. 
   A escritora diz que o título de fato agrega prestígio, mas ressalta que o fato não altera amaneira como o público encara sua literatura. "Pertencer à Academia é sim uma honra, e por que não dizer, uma alegria. Uma responsabilidade, também, sempre há muito o que fazer", frisa.
   Conhecida pela força de suas personagens femininas, Luzilá reflete sobre o reconhecimento das Academias de Letras em relação às mulheres. "Realmente - e isso no mundo inteiro - há poucas mulheres nas Academias de Letras. Na ABL, em várias ocasiões mulheres se apresentaram, como Júlia Lopes de Almeida, Amélia Bevilaqua, e foram recusadas porque nos estatutos se dizia que a ABL era aberta a brasileiros. Discutiu-se: brasileiros no masculino, inclui mulheres?" enfatiza ela.
   Atualmente em processo de produção de duas obras, Luzilá lança agora o foco sobre duas personagens emblemáticas, uma de literatura, outra da história. No livro “Maria”, a autora dá voz a Maria Bonita, que apesar de tradicionalmente ser retratada como uma mulher forte, nunca deixou de ser vista como “a companheira de Lampião”. Já em “Olhos de Ressaca”, Luzilá subjetiva Capitu, a intrigante personagem do romance “Dom Casmurro”, de Machado de Assis. “Escolhi falar delas porque são fascinantes”, conclui.
(Folha de Pernambuco, 29/03/2011, Caderno Programa)

Mais tarde, volto com mais literatura!
Beijos
Amanda


sábado, 26 de março de 2011

DESRESPEITO PERNAMBUCANO À MEMÓRIA DE UM FILHO ILUSTRE: MANUEL BANDEIRA

Olá, pessoas!!!!!

    No post de ontem disse que só voltaria segunda-feira com mais literatura, porém, hoje, pela manhã, lendo o Jornal do Commércio senti e ainda estou sentindo uma indignação tão grande que não poderia deixar de compartilhar com vocês.
     A minha indignação é pela omissão do Estado em preservar a memória de seus filhos ilustres. Nesse caso, falo de Manuel Bandeira. A casa em que o poeta morou na infância, situada à Rua da União, no Centro do Recife, próxima ao Parque 13 de maio, foi transformada em um restaurante-escola da Faculdade Maurício de Nassau. 
        A casa de Bandeira abrigava um "tímido" museu, que tive a oportunidade de levar meus alunos do 3 ano da Escola Estadual Santo Inácio de Loyola, no ano de 2009. Infelizmente, o local contava com pouquíssimo material do acervo de Manuel Bandeira, apenas algumas fotografias, leitura de poemas, atividades lúdicas, todas com auxílio de um guia. O acervo do poeta encontra-se em um museu no Rio de Janeiro. 
      O que se esperava era que o governo do Estado de Pernambuco envidasse esforços para conseguir trazer os pertences e manuscritos de Bandeira para sua terra natal e abrigá-los na cada de sua infância. Mas, infelizmente, foi feito o mais fácil, se livrar da tarefa e entregar a casa a um grupo particular que agora instala um restaurante no endereço, dizendo que a decoração será toda baseada na obra de Manuel Bandeira. Será que algumas fotos e alguns poemas na parede serão suficientes para diminuir tamanha atrocidade? Eu já respondo: - NÃO! É uma vergonha para Pernambuco. Utilizando, com muito respeito as palavras do nosso Mestre maior, Jesus Cristo, direi: - Desculpe, Bandeira, eles não sabem o que fazem!!!!E ao restaurante, que convida o público a saborear a novidade, digo: -Terei o imenso prazer de NÂO prestigiar.
    Abaixo segue o texto que provocou minha indignação, mas antes, posto algumas fotos dos meus alunos em visita ao Espaço Pasárgada, a casa de Manuel Bandeira.












POESIA E SABOR SE ENCONTRAM NA CASA DE MANUEL BANDEIRA, RESTAURADA PELO GRUPO SER EDUCACIONAL.
CONHEÇA O NOVO RESTAURANTE-ESCOLA DA FACULDADE MAURÍCIO DE NASSAU NA CASA DE MANUEL BANDEIRA E PESTIGIE ESSA HISTÓRIA COM A GENTE.
A casa onde morou o pernambucano Manuel Bandeira agora abriga um restaurante cheio de história.  A Faculdade Maurício de Nassau reformou o local, e no lugar era possível encontrar uma estrutura digna dos grandes restaurantes, onde os alunos de Gastronomia poderão aprender, na prática, a preparar os melhores pratos. O Restaurante-escola será aberto ao público para almoço e jantar e oferecerá uma decoração toda inspirada na vida do poeta. Venha saborear essa novidade.
(Jornal do Commércio, 26 de março de 2011)

Beijos indignados
Amanda

sexta-feira, 25 de março de 2011

Mais uma de Drummond

Olá, pessoas!!!!


      Hoje trago mais um poema de Carlos Drummond de Andrade para nos deliciarmos no fim de semana. Acho este poema tão engraçado que não poderia deixar de compartilhar com vocês.


A bunda que engraçada


A bunda, que engraçada.
Está sempre sorrindo, nunca é trágica.

Não lhe importa o que vai

pela frente do corpo. A bunda basta-se.
Existe algo mais? Talvez os seios.
Ora – murmura a bunda – esses garotos
ainda lhes falta muito que estudar.

A bunda são duas luas gêmeas

em rotundo meneio. Anda por si
na cadência mimosa, no milagre
de ser duas em uma, plenamente.

A bunda se diverte

por conta própria. E ama.
Na cama agita-se. Montanhas
avolumam-se, descem. Ondas batendo
numa praia infinita.

Lá vai sorrindo a bunda. Vai feliz

na carícia de ser e balançar.
Esferas harmoniosas sobre o caos.

A bunda é a bunda,

redunda.  

  Deixo vocês com Drummond e vou-me embora, não para Pasárgada, como diria Manuel Bandeira, mas para o meu fim de semana. rsrsrsrsrsrs Até segunda, com mais literatura!!!
Beijos
Amanda

quinta-feira, 24 de março de 2011

"Pronto, o amor se estrepou"



Olá, pessoas!!!!!


       Quem conhece ou já ouviu falar em Carlos Drummond de Andrade levante as mãos? \0/\0/\0/\0/\0/\0/\0/\0/ 
    Trago uma foto dele para fazer as apresentações e também a imagem de uma escultura.








   Agora, como não poderia deixar de ser,  um poema dele.


AMOR

O ser busca o outro ser, e ao conhecê-lo
acha a razão de ser, já dividido.
São dois em um: amor, sublime selo
que à vida imprime cor, graça e sentido.

"Amor" - eu disse - e floriu uma rosa

embalsamando a tarde melodiosa
no canto mais oculto do jardim,
mas seu perfume não chegou a mim.  


      E agora outro poema sobre amor, mas com uma, digamos, "perspectiva" diferente.



O Amor Bate na Aorta 


Cantiga de amor sem eira
nem beira,
vira o mundo de cabeça
para baixo,
suspende a saia das mulheres,
tira os óculos dos homens,
o amor, seja como for,
é o amor.

Meu bem, não chores,
hoje tem filme de Carlito.

O amor bate na porta
o amor bate na aorta,
fui abrir e me constipei.
Cardíaco e melancólico,
o amor ronca na horta
entre pés de laranjeira
entre uvas meio verdes
e desejos já maduros.

Entre uvas meio verdes,
meu amor, não te atormentes.
Certos ácidos adoçam
a boca murcha dos velhos
e quando os dentes não mordem
e quando os braços não prendem
o amor faz uma cócega
o amor desenha uma curva
propõe uma geometria.

Amor é bicho instruído.

Olha: o amor pulou o muro
o amor subiu na árvore
em tempo de se estrepar.
Pronto, o amor se estrepou.
Daqui estou vendo o sangue
que corre do corpo andrógino.
Essa ferida, meu bem,
às vezes não sara nunca
às vezes sara amanhã.

Daqui estou vendo o amor
irritado, desapontado,
mas também vejo outras coisas:
vejo beijos que se beijam
ouço mãos que se conversam
e que viajam sem mapa.
Vejo muitas outras coisas
que não ouso compreender...



    E aí? O que vocês acharam dos dois poemas?  Gostaram mais de qual? Comentem, quero saber!!!!

 Beijos
Amanda 

ELOGIO AO NOSSO BLOG








 

Professora lança ótimo Blog sobre Literatura

Amanda Costa , é professora de Português da Escola Estadual Radialista Luiz Queiroga, , um grande nome do radialismo pernambucano, criador de tipos inesquecíveis, como, por exemplo, o Coronel Ludugero entre outros.

A professora Amanda, juntamente com seus alunos, lançaram um blog muito legal sobre literatura, em que já foram debatidos textos de autores como Cecília Meireles, Carlos Pena Filho, Mario Quintana e diversos outros.

Nosso blog viu e recomenda.

Clque AQUI para conhecer o BLOG.

Beijos a todos
Amanda

quarta-feira, 23 de março de 2011

"As pessoas não se precisam, elas se completam..."




Olá, pessoas!!!

Estou passando por aqui rapidinho só para deixar um poema de Mario Quintana para reflexão.



As pessoas não estão neste mundo para satisfazer as nossas expectativas, assim como não estamos aqui, para satisfazer as dela.

Temos que nos bastar... nos bastar sempre e quando procuramos estar com alguém, temos que nos conscientizar de que estamos juntos porque gostamos, porque queremos e nos sentimos bem, nunca por precisar de alguém.

As pessoas não se precisam, elas se completam... não por serem metades, mas por serem inteiras, dispostas a dividir objetivos comuns, alegrias e vida.

Reflitamos!!!

Beijos

Amanda

terça-feira, 22 de março de 2011

Ainda Quintana

Olá, pessoas!!!!
   Hoje meu dia foi tão corrido e, por causa disso,  fiquei pensando no que realmente é importante para a nossa vida. Diante dessas minhas reflexões, trago um poema do meu querido Quintana sobre o tempo.

   E aí? O que estamos fazendo com as nossas vidas? Será que damos o devido valor às coisas mais importantes?

   Por hoje, deixo essa reflexão. Achei a imagem de um selo em homenagem a Mario Quintana e não poderia deixar de compartilhar com vocês.


Beijos
Amanda